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Os 7 Enganos da “Espiritualidade”

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Neste artigo, falamos dos desafios daqueles que entram num chamado caminho “espiritual”.

Nem tudo o que luz é ouro e, como em tudo na vida, há que ter sempre bom senso.

A espiritualidade não faz sentido se não proporcionar melhor qualidade de vida. E isso terá de refletir-se em boa saúde, melhores relações pessoais e prosperidade.

Contudo, para muitos que entram na senda “espiritual”, os efeitos são exatamente os opostos: doença, maus relacionamentos e falência material.

Mas, então, o que tem de errado a espiritualidade ou a busca da mesma?

Vejamos, então, 7 princípios sobre o que pode ser ou não a espiritualidade.

(nota – esta visão é apenas uma opinião, não uma verdade incontestável)

 

# 1 – A ESPIRITUALIDADE É PRÁTICA – e não apenas teórica

Como é natural, muitas pessoas que entram neste caminho ficam deslumbradas com um novo mundo de ideias, teorias, filosofias ou gurus. Sejam religiões, pensamentos, astrologias ou outras crenças que obviamente geram grande fascínio porque propõem explicar o inexplicável, o insondável, o misterioso: a vida, o seu sentido e a morte.

E, nesse aspeto, essas correntes preenchem uma necessidade fundamental do ser humano, que é um sentido existencial e de propósito.

Porém, se essas mensagens não servem para melhorar comportamentos diários ou atitudes, para que a pessoa se sinta mais feliz, saudável, pacificada e realizada no seu dia-a-dia, então, apenas cumprem um propósito intelectual. E, portanto, a partir de certo ponto tornam-se contraproducentes ou mesmo viciantes – como uma fuga à realidade.

Por outras palavras, se essa corrente não tiver uma vertente prática de ação e de melhoria da vida, então, não é espiritualidade mas um entretenimento. Que pode ser interessante, como ir ao cinema, mas não torna as pessoas mais evoluídas.

O grande engano é confundir esse conhecimento mais intelectual com nível de espiritualidade. Uma coisa pode não estar nada relacionada com a outra e, por exemplo, podemos conhecer pessoas altamente espirituais que não fazem a mínima ideia do que é um signo astrológico, o Eu Superior ou o fio de Antahkrana. Na verdade, não precisam de saber isso para serem melhores pessoas.

 

# 2 – A ESPIRITUALIDADE GERA PROSPERIDADE – e não pobreza material ou decadência

Por naturais crenças judaico-cristãs, é normal associar-se o dinheiro a algo sujo ou pouco digno. E, por isso, muitas pessoas pensam: “para eu ser espiritual, não posso ser rico”. O que implicaria, por sua vez, que todas as pessoas ricas sejam atrasadas ou não espirituais.

Ora bem, como é óbvio, essa é uma crença errada. É nos desafios da matéria que a nossa vontade e inteligência são desafiadas ao limite. E, por isso, prosperidade material pode ser sinal de inteligência e força de vontade: atributos espirituais.

Por outro lado, quanto mais a pessoa contribuir para ajudar o coletivo, satisfazendo as suas necessidades fundamentais, mais dinheiro poderá receber. Estará a ser muito útil à comunidade.

O que não significa que haja muitas riquezas obtidas de forma desonesta ou ilegal como, infelizmente, ainda acontece. Mas fazer a associação direta entre prosperidade material e desonestidade é um manifesto exagero e mesmo um equívoco.

Uma pessoa espiritual acredita no potencial ilimitado do ser humano e do universo, pelo que acreditará na abundância e que todas as pessoas, incluindo o próprio, podem ser merecedoras da mesma.

Ou seja, acreditará na sua riqueza que é a retribuição por tornar os outros mais felizes e ricos. E da sua riqueza facilmente fará solidariedade, continuando a evoluir na sua prosperidade.

 

# 3 – A ESPIRITUALIDADE É TAMBÉM SABER DIZER NÃO  – em vez de aceitar tudo sem contestar

Pessoas mais sinceras e assertivas são muitas vezes rotuladas de “não” espirituais, por entrarem em conflito com a vontade do outro.

Porém, em muitas situações, haver coragem para pôr um limite, não ter medo que o outro nos rejeite, apontar uma verdade que dói pode ser uma verdadeira bênção e mesmo uma cura.

E, portanto, uma pessoa verdadeira (desde que seja educada na forma de falar) pode ser tão ou mais amorosa do que qualquer outra, ajudando o outro a crescer, pela verdade que mostra.

Por outro lado, uma pessoa espiritual pode muito facilmente entrar em contextos em que é explorada, sendo a sua boa vontade abusada pelos outros. E quando estas situações acontecem tem a obrigação de se defender e dizer “não”.

Isto também implica que ser espiritual pode significar uma atitude politicamente “incorreta” de não aceitação de situações sociais que gerem injustiça. Em vez de dizer “está tudo certo”. Não. Há coisas que não estão certas e devemos lutar para mudá-las.

 

# 4 – A ESPIRITUALIDADE É PARTILHA EM SOCIEDADE  – em vez de isolamento numa caverna longínqua

Existe também o mito da pessoa que, de repente, vai fazer um retiro para um ashram na Índia e volta de lá espiritual. E que, para ser espiritual, tem que estar isolada algures numa caverna ou numa montanha.

Bom, verdade seja dita, esses retiros podem fazer um bem tremendo e ser uma alavanca de autoconhecimento. Para muitas pessoas, fazer um percurso espiritual sem passar por experiências dessas, não fará sentido, nem será possível.

Contudo, o grande desafio é integrar esse novo estado de espírito e saber nas relações com os outros, em sociedade. É muito fácil estar-se Zen quando não temos bebés a chorar, relações amorosas, amigos a pedir atenção, solicitações de consumo ou desafios profissionais.

O crescimento também se faz com as pessoas e para as pessoas. Conseguir estar em paz e feliz, no meio da comunidade e ajudando-a a prosperar, é também o objetivo da espiritualidade.

 

# 5 – A ESPIRITUALIDADE É SENSUALIDADE  – em vez de castidade, falta de valorização da sexualidade ou do corpo

Outro equívoco comum associado à espiritualidade é pensar que uma pessoa que se cuide, seja sexy ou bonita não pode ser espiritual. Porque isso acentuará o lado fútil, egoico e superficial da vida.

Eu diria que provavelmente o contrário será mais certo: quanto mais espiritual fica uma pessoa, mais bonita se torna, por dentro e por fora. E, portanto, a sensualidade e erotismo podem até ser sinais de uma espiritualidade desenvolvida.

Na verdade, quanto mais espiritual, mais vibra em amor e mais tendência terá para atrair pessoas.

Cuidar e estimar o próprio corpo, amar-se a si próprio, é até um dever da pessoa espiritualizada.

Porém, desde que isso seja feito sem que se torne um hábito de ostentação pura, mantendo atenção às necessidades dos outros e contribuindo para a sociedade ou família.

 

 

# 6 – A ESPIRITUALIDADE É HUMOR  – em vez de uma atitude sempre séria ou de lamentação dos problemas

Curiosamente, este pode ser uma das mais elevadas expressões da espiritualidade: o sentido de humor. Ou seja, não levar as coisas de forma demasiado séria ou dramática, saber relativizar, rir e ser otimista.

Uma pessoa espiritual não deve impingir as suas crenças a ninguém, não deve também ser demasiado inflexível nos seus princípios, sabendo que poderá ter que mudar os mesmos, conforme a sua aprendizagem. Nem sempre o que é verdade hoje, poderá ser amanhã.

E isto também significa a importância de se ser tolerante com as crenças dos outros e não ter qualquer arrogância moral.

Por outro lado, o riso liberta o espírito, espanta os males e alegra a alma, sendo um exercício de criatividade. Portanto, o humor é muito bem vindo e, se calhar, quanto mais espiritual uma pessoa, mais positiva e bem humorada será.

O otimismo e capacidade de solucionar problemas são atributos espirituais e, muitas vezes, isso começa com o sentido de humor.

 

# 7 – A ESPIRITUALIDADE PODE SER CIENTÍFICA  – em vez de um conjunto de crenças ou práticas não provados pela ciência

Por exemplo, várias tradições religiosas enfatizavam a prática do jejum como algo que traz benefícios de purificação. E, hoje, a ciência já comprovou os benefícios fisiológicos dessa mesma prática, em termos de regeneração do corpo.

Também está cada vez mais aceite pela comunidade científica que os pensamentos positivos podem influenciar a matéria e provocar efeitos de cura no organismo.

Vários investigadores de Psicologia têm trabalhos que abrem portas para o reconhecimento de uma dimensão além da morte e para a possibilidade da reencarnação.

Isto quer dizer que a espiritualidade e a ciência não devem andar de costas voltadas, antes pelo contrário: juntas. Sem que qualquer uma delas se advogue como verdade suprema e superior à outra.

_____________________

Resumindo: uma pessoa prática, próspera, assertiva, sociável, sensual, humorada e científica poderá ter uma espiritualidade muito desenvolvida, sem o dizer ou mesmo sem o reconhecer.

E, por conseguinte, dizer que alguém é muito espiritual é relativo. A espiritualidade vive-se também ou fundamentalmente nos desafios do quotidiano, como ser higiénico, arrumar a casa, lavar a roupa, cozinhar e pagar as contas.

Por exemplo, as coisas simples como estar em família e cuidar dos outros, podem ser das práticas mais espirituais à face da Terra.

Um abraço

João Medeiros

Lisboa, 4 de Outubro de 2018

 

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