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O CORONAVÍRUS, Segundo a Astrologia

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O novo coronavírus tem sido o evento mais marcante de 2020, com consequências surpreendentes e drásticas no mundo. Esta doença começou na China e propagou-se rapidamente, sendo declarada como pandemia em Março e obrigando a quarentenas, fecho de negócios e cancelamento de múltiplos eventos. Sucedem-se situações nunca antes vistas no mundo ocidental moderno.

A pergunta que se coloca é: Quando é que estas tendências se poderão inverter e qual poderá ser o real impacto desta pandemia no mundo? Qual o propósito deste processo? Para o efeito, iremos recorrer a algumas informações da Astrologia Mundial e -particularmente – da Astrologia Horária.

Para o estudo de eventos coletivos, as abordagens mais completas são do domínio da chamada Astrologia Mundial. Esta disciplina utiliza os ciclos dos grandes planetas entre si como representantes dos principais padrões de alteração do comportamento social.

Neste artigo, faremos uma referência breve aos ciclos da Astrologia Mundial. Iremos focar a maior parte do diagnóstico no ramo da Astrologia Horária, que permite uma visão um pouco mais direta, integrada e sintetizada, ainda que menos ortodoxa.

 

COVID-19 – ASTROLOGIA MUNDIAL

Vários ciclos ajudam a compreender este abanão enorme das economias mundiais -maioritariamente do hemisfério norte – bem como o estado de alerta geral em relação a este fenómeno epidémico. Vejamos uma cronologia de eventos relevantes:

  • A epidemia terá começado no mês de Dezembro no mercado de peixes em Wuhan, na China;
  • O primeiro caso efetivamente ligado a este mercado terá ocorrido a 12 Dezembro, embora haja suspeita de outro caso anterior detetado a 1 de Dezembro, sem ligação ao dito mercado;
  • A 31 de Dezembro foi declarado um crescendo das infeções, a ponto de se identificar uma pneumonia de um vírus não identificado anteriormente;
  • A 9 de Janeiro surge a primeira morte oficial por Coronavírus, na China;
  • A 13 de Janeiro é detetado o primeiro caso fora da China, em Taiwan;
  • A 21 de Janeiro é detetado o primeiro caso nos EUA;
  • A 9 de Março o governo italiano declara o fecho de todas as atividades públicas, ordenando aos cidadãos que fiquem em casa, depois de chegar aos 10 000 infetados em apenas duas semanas;
  • A 11 de Março a Organização Mundial de Saúde declara o COVID19 como pandemia – ou seja, epidemia global – com cerca de 125 000 pessoas afetadas em todo o mundo e mais de 4500 mortos.

Estas datas são importantes para uma análise técnica de diagnóstico futuro, num vírus com uma velocidade de propagação muito rápida, ainda que com uma taxa de letalidade considerada relativamente baixa.

Os ciclos mundiais que podemos associar a esta crise já eram muito anunciados pelos astrólogos como a conjunção de Saturno-Plutão em Capricórnio – que aconteceu a 12 Janeiro de 2020 – coincidente com a altura do anúncio oficial da primeira morte pelo novo coronavírus e internacionalização do fenómeno.

Este é um ciclo de 33 anos normalmente correlacionado com períodos recessivos (ver vídeo – o ano de 2020) estando particularmente desafiado por ter ocorrido conjunto ao Sol estando, portanto, combusto. Esta é das maiores aflições que pode haver na Astrologia o que indicará uma proposta de alteração profunda das estruturas de poder e financeiras durante os próximos 33 anos, podendo começar já em 2020, e tendo o seu maior fruto na metade do ciclo, ou seja, em 2036-2037.

Por outro lado, Júpiter ingressou em Capricórnio, sendo um planeta associado às viagens, ao estudo e também ao sistema imunitário. Diz-se que o signo de Capricórnio é a Queda de Júpiter e, por sincronia, tanto o sistema imunitário global como as viagens e empresas de turismo estão a ser penalizadas – em queda – com este processo. Muitas instituições escolares e académicas foram também fechadas.

Para acrescentar a este tom, o ano 2020 será a despedida de um ciclo de 200 anos associado a um paradigma materialista de construção da sociedade, atendendo ao ciclo de conjunções de Júpiter-Saturno no Elemento Terra.

No fim de 2020, teremos a conjunção de Júpiter-Saturno em Aquário que dará início a um período de 200 anos de um paradigma mais associativista, intelectual e social.

Portanto, era previsível que 2020 seria um ano muito marcante do ponto de vista astrológico por coincidir com estas grandes conjunções, em que toda a temática material seria posta em causa, sendo proposta uma mudança profunda de paradigma humano. Nesta mudança, estaria implícita uma maior expressão de Aquário que, entre outras atividades, governa a internet, o teletrabalho, o espírito de equipa e as inovações tecnológicas.

No caso da pandemia, como motor desta mudança, a verdade é que houve duas grandes pandemias no século XX que aconteceram com processos astrológicos semelhantes ao do COVID-19. Estes processos relacionam-se com a entrada de Quíron, um planeta de enfermidades no signo de Carneiro.

Gripe Espanhola

Institute of Pathology, via The New York Times

Tanto a gripe espanhola em 1918 como a gripe de Hong Kong em 1968 tiveram início com o ingresso vernal – o início do Sol em Carneiro – conjunto ao planetoide Quíron, astro associado a doenças e curas.

Em 2019, já existia suspeita do despontar desse tema de saúde, uma vez que o astro do ano foi a Lua no signo de Virgem (que é um signo de saúde) . Fazia oposição a Quíron e ao Sol, implicando a forte hipótese de surgir um tema epidémico global, ou de doença, até Março de 2020.

Resumindo, estes são alguns ciclos que coincidem com esta tendência. Estes mesmos ciclos sugerem que a entrada de Júpiter em Aquário – no final de 2020 – conjunto a Saturno, possa significar uma alteração de perceção e atitude, que coincida com uma mudança neste tema do Coronavírus e ao pânico instalado, possivelmente sendo um ciclo mais positivo.

No entanto, não podemos afirmar categoricamente uma curva de experiência ou diagnóstico muito acertado apenas correndo estes ciclos. Para o efeito, iremos recorrer a uma modalidade menos convencional que é a Astrologia Horária de assuntos coletivos.

 

COVID-19 –ASTROLOGIA HORÁRIA

A Astrologia Horária tem como princípio a sincronia entre o momento de uma pergunta colocada ao astrólogo, no local em que a recebe, e o espelho celeste de todos os fatores que envolvem esse tema. Sendo assim, é um diagnóstico com um potencial de eficácia elevado para temas específicos.

A pergunta colocada ao astrólogo foi: Quais serão as tendências mundiais de agravamento, ou não, do surto Coronavírus e o que isso pode implicar para a população mundial, para as economias e para as pessoas?

A questão foi colocada a 27 de Fevereiro de 2020 pelas 19h54m em Albufeira, Portugal.

Existem vários indicadores que sugerem que um mapa horário é credível para ler uma situação e dar uma resposta adequada. Um desses critérios é aquilo que se chama radicalidade do mapa, ou seja, se os planetas e signos coincidem com o tema perguntado. Este mapa apresenta, desde logo, uma enorme radicalidade porque temos:

  • Ascendente Virgem que, por si, é o Signo associado aos cuidados de saúde e às doenças;
  • O seu regente, Mercúrio, é o planeta que governa a Humanidade;
  • Este astro encontra-se: combusto, exilado, em queda e retrógrado que é das posições mais difíceis em que o planeta pode estar e o que retrata, mais uma vez, a temática desafiante;
  • Está precisamente na Casa das enfermidades e saúde – que é a Casa 6
  • Esta Casa abre em Peixes e tudo isto se iniciou no mercado de peixes, num ambiente provavelmente insalubre e com poucos cuidados;
  • A própria Lua está em Carneiro na Casa 8 – que é uma área de crises e de mortes – reforçando a preocupação de quem fez a pergunta.

Por estes argumentos, diríamos que o mapa é radical, passível de ser interpretado e de gerar uma resposta adequada.

Analisando em mais detalhe este mapa, podemos admitir que os significadores representem:

  • Mercúrio – a Humanidade em geral, por ser este – como referido anteriormente – o seu significador universal e também governante da Casa 1. Rege também o sistema respiratório, em particular, que é o mais afligido nesta doença;
  • Lua como o co-significador da Humanidade – sendo o astro que representa sempre o povo e a preocupação de quem fez a pergunta.

Depois temos outros significadores de identificação menos óbvia. Qual será o representante do Coronavírus?

Existem duas hipóteses: o COVID-19 poderá ser o Sol no signo de Peixes, porque é aquele que aflige Mercúrio, “queimando-o” (infetando-o).

Contudo, também faz sentido que o significador do vírus seja Júpiter, pois Mercúrio está ao seu serviço e estando o astro maior no grau 19º05´. Para além disso, Júpiter é o regente da Casa da saúde neste mapa, da Casa dos inimigos declarados e o regente universal do sistema imunitário. Está ainda em Queda – em Capricórnio – podendo ser o significador mais adequado.

Júpiter é um planeta benéfico numa situação maléfica, o que nos dá muito que pensar, pois sugere que existe um potencial benéfico desta doença, que ataca pessoas mais idosas e em estado debilitado – daí estar em Capricórnio, signo dos idosos.

Simultaneamente, já teve um efeito positivo diminuindo drasticamente a poluição em alguns países e estimulando a gestão mais eficiente de recursos, bem como o desenvolvimento do trabalho online ou tele-escola.

Embora de contágio extremamente rápido, como referido, tem uma taxa de mortalidade relativamente baixa, não afetando crianças. Sendo Júpiter o regente natural das viagens, também tem afetado as viagens e a hotelaria, como já foi mencionado.

Para a morte e a crise, o significador será Marte, regente da 8. Este é o regente natural das infeções e febres. Saturno será o regente das estruturas sociais e das pessoas mais velhas, dos Estados e das responsabilidades coletivas. Governa também limites, distâncias e fronteiras.

Saturno está na Casa 4, tal como Júpiter e Marte, sendo esta a área do lar e da família, o que faz todo o sentido pois esta doença obriga a que as pessoas fiquem fechadas em casa, como precaução.

Quanto aos planetas transpessoais não são extremamente relevantes neste contexto horário, embora Plutão esteja colocado conjunto a Saturno e Júpiter, acrescentando intensidade.

Vénus, em geral, representa o estado de harmonia e união. Neste mapa, rege Casa 9 e a Casa 2, pelo que podemos vinculá-la às relações internacionais e à economia global.

Assim, temos os vários significadores sendo a principal dúvida o significado do Sol – se será uma parte do Coronavírus. Poderá também representar os profissionais de saúde envolvidos na situação ou a consciência comunitária, por reger a Casa 11.

O diagnóstico da evolução da situação é encontrado através dos aspetos aplicativos dos significadores principais, neste caso Mercúrio e a Lua.

Posto isto, temos uma boa notícia e uma má notícia:

  • A boa notícia é que Mercúrio está retrógrado mas a dirigir-se para Aquário, o que representa a saída da situação de Queda e de Exílio – com cerca de 5 unidades de tempo de distância – o que indicará que a curto-médio prazo a Humanidade, e esta doença, irão aliviar significativamente.
  • Contudo, a má notícia é que o outro significador, a Lua – o significador mais emocional da Humanidade e do povo – aplica-se a uma quadratura com Saturno, a cerca de 4 unidades de tempo, sendo uma aplicação particularmente nefasta por ocorrer em signos de mútua debilidade.

Encontramos aqui um diagnóstico misto, que indica: melhoria global da pandemia e seus sintomas e, por outro, um agravamento social e económico, uma vez que a Lua é um astro que entra na Casa 8 e Saturno é o regente universal das dívidas, empresas e instituições. É também o regente universal das mortes, pelo que apesar de haver melhoria a médio prazo, serão expectáveis mais perdas.

Se o diagnóstico mais imediato indicaria melhoria das condições físicas da doença, não evitaria consequências mais complicadas para o mundo, em termos de tensão emocional e financeira, pela tendência enorme de contração das atividades.

Este fator é reforçado ainda pela quadratura aplicativa de Vénus (economia e setor internacional) com o mesmo Saturno. Este último astro, o senhor dos anéis, é regente da Casa 5, sendo também o planeta do isolamento, das fronteiras e da retração.

O parecer final dependerá agora dos tempos desta manifestação, o principal desafio deste mapa horário, ao qual tentaremos responder.

 

Tempos de Mercúrio

Analisando os tempos de Mercúrio teremos que fazer uma retrospetiva do seu movimento neste mapa horário, que no fundo retrata a história que aconteceu até esta pergunta ser colocada.

E o que verificamos é que no grau 6º56’ de Peixes ele fez a conjunção com o Sol – chamada combustão. No grau 6º43’, antes de fazer a combustão com o Sol, fez também um sextil a Marte, regente da morte neste mapa. Estes dois ângulos são indicadores de infeção e mortes devido ao contágio no mercado de peixes, o início da história.

Coincidentemente, o sétimo grau de Peixes (que engloba de 6º01’ a 6º59’) – como se vê na imagem à esquerda – é um grau associado a gastronomia sendo representado, nos símbolos de Janduz, precisamente por um homem com peixes sobre uma mesa.

Portanto, a distância em graus por Mercúrio até ao momento da pergunta – de 1º43 a 1º56 – são equivalentes ou a meio de Dezembro ou a 9 de Janeiro, que é a data entre o início da infeção e a primeira morte. Por outras palavras, cada grau de Mercúrio representará, por analogia, o equivalente a um tempo entre 4 a 6 semanas, ou seja, cerca de um mês e pouco.

Isto implicaria que os 5 graus até ao planeta Mercúrio sair de Peixes e a pandemia ficar controlada poderão corresponder a 20 semanas, na melhor e mas credível hipótese, ou a 30 semanas, na pior hipótese, a contar de 27 de Fevereiro. Isto corresponde a uma data entre 16 de Julho e 24 de Setembro de 2020, grosso modo, a época oficial de Verão.

Porém, Mercúrio ficará pouco tempo em Aquário, regressando a Peixes depois de ficar direto pelo que é muito possível que esta melhoria seja transitória e apenas por 2 a 3 meses, até voltarem algumas preocupações.

Pelo caminho, poderão surgir soluções representadas pelo sextil de Mercúrio a Úrano, a cerca de 1º21’ graus de formar ângulo com este astro, correspondendo a uma fase próxima de Abril de 2020.

Tempos da Lua

Para a Lua já é mais desafiante perceber o tempo. Teríamos q fazer uma extrapolação em relação à conjunção passada com Vénus.

A conjunção com Vénus no passado – de 1º15’ de distância – será equivalente a qualquer estado ou qualquer questão que envolveu a comunidade internacional, pois esta é a governante da Casa 9.

Supondo ser a data do contágio internacional (entre 13 e 21 de Janeiro), então, da Lua corresponderia mais ou menos a algo entre 4 a 5,2 semanas, ou seja, também um mês.

Fazendo a progressão simbólica da Lua para cumprir a quadratura com Saturno – aproximadamente 3º45’ – teríamos que somar 15 a 20 semanas à data do mapa horário o que corresponderia a um prazo de 11 de Junho a 16 de Julho de 2020 – para o pico da crise económica e contenção de fronteiras.

Contudo esta extrapolação da Lua não é clara, por não ser claro ao que corresponderia a Lua conjunta a Vénus  – pelo que este último prazo não é inteiramente fiável.

Em qualquer caso, é de supor que sejam os países do Norte mais afetados. Primeiro, por ser onde o vírus se pode propagar mais, visto serem mais frios, e porque o signo de Carneiro tem mais a ver com os países de nativos loiros e brancos.

Os países de Peixes normalmente são considerados povos de pele mais escura – mesmo Portugal – e países de mais calor. Então, é possível que haja claramente mais efeitos nos países mais desenvolvidos e do Norte do que nos países do hemisfério Sul.

Embora possa em alguns aspetos melhorar e noutros aspetos piorar, o Verão é claramente o tempo para que este pânico possa ficar mais dissipado.

Em qualquer caso, desejamos que corra tudo pelo melhor e, vendo também um lado positivo desta história, que seja uma grande reflexão da humanidade. Sem dúvida, poderá ser bom para a redução da poluição, por exemplo, e para a unidade das sociedades.

Em ressonância já com o próximo ciclo de Júpiter-Saturno verificamos que há um impulso mais elevado de aprendizagem pela internet, uma vez que as escolas fecham e as pessoas são quase obrigadas a aprender online. Em termos de gestão de recursos poderá ser uma mais-valia para uma aprendizagem mais universal e livre. Sendo esta uma das propostas mais particulares para os próximos 20 anos.

Lisboa, 12 de Março de 2020

João Medeiros

 

Neste período de recolhimento, aprenda a partir de casa!

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Comentários

  1. Paula  Março 13, 2020

    Obrigada João. Muito esclarecedor este artigo! A sua preocupação e empenho na explicação deste fenômeno está bem patente neste artigo. Mais uma vez muito obrigada.
    Bem haja.

    responder

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