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Menino ou Menina – na Astrologia

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Neste artigo, abordamos o tema dos planetas femininos e masculinos aplicados à tendência que um indivíduo terá de ter filhos meninos ou meninas.

Segundo a Astrologia tradicional, os planetas considerados masculinos são: Saturno, Júpiter, Marte e o Sol. Os femininos serão: Vénus e Lua. Mercúrio dependerá de ser oriental ou ocidental (em relação ao Sol) e dos aspetos com os outros astros.

Contudo, quer sigamos Astrologia Horária ou Natal, esta classificação é claramente enviesada na direção do masculino (65 % a favor, contra 35 % de probabilidade feminina) tornando pouco fiável a determinação de tendência de nascimento de filho rapaz ou rapariga.

Nesse sentido, este artigo pretende apresentar uma proposta de reformulação deste conceito aplicado a casos concretos de Astrologia Natal.

Um raciocínio parecido poderá ser aplicado também para Astrologia Horária, no que toca à classificação do género dos planetas, e daí termos um exemplo no final.

É preciso ter em atenção, nesta avaliação, que a hora de nascimento deve ser rigorosa, uma vez que basta uns graus de diferença para se alterarem as cúspides relevantes.

As Casas dos Filhos

Segundo autores como Ptolomeu ou Lilly, planetas nas Cúspides das Casas 5 e 11 e mesmo da Casa 10, podem ser indicadores dos “frutos” e do sexo das crianças, caso o indivíduo as tenha. O Meio-do-Céu é relevante por ser os frutos que deixamos ao mundo.

A Casa 5 é tradicionalmente a Casa das crianças mas a Casa 11 também está desde tempos antigos associada à gravidez. Pessoalmente, associo a Casa 11 (para além dos grupos e amigos) ao grupo social constituído pelo casamento e filhos.

Discutivelmente, e à falta de astros a fazer ângulos relevantes a estes pontos, aspetos ao Ascendente podem ser indicadores complementares, uma vez que este ângulo representa o nascimento para a luz.

Por exemplo, se Vénus estiver na Cúspide da 11 (que faz oposição à 5 e considerada tradicionalmente também uma casa de “esperanças”, ou seja, gravidez) – a tendência seria mais feminina.

Porém, o assunto não é assim tão simples porque, por exemplo, a pessoa pode ter um filho de cada género ou vários astros nestas cúspides.

Pela minha experiência, parece-me que os planetas nestas casas são mais indicadores do tipo de relação com o filho e sua disposição comportamental do que com o seu sexo. Por exemplo, Marte no meio da Casa 5 pode representar um filho com um temperamento impulsivo e ativo, mas que até pode ser uma rapariga.

Contudo, a proximidade da cúspide das casas referidas (até 2 graus, considerando sistema de Casas Plácidus) ou o aspeto mais exato ao Meio-do-Céu (caso não tenhamos conjunções às cúspides 5/11) é o principal candidato a esta tendência: masculina, feminina ou mista (rapaz muito igual à mãe ou rapariga muito igual ao pai; ou rapariga e rapaz).

Neste caso, o planeta Marte sobre a cúspide de uma Casa 5 pode representar tendência para filhos homens, muito mais do que se estiver no meio das casas.

Planetas Masculinos e Femininos

Para este critério, como diziam os antigos, tem lógica que quanto mais oriental (em relação à posição do Sol) um planeta estiver, mais masculino será. E, pelo contrário, quanto mais ocidental (ou seja, em signos depois do Sol) mais feminino.

Por exemplo, se tivermos o Sol em Touro e Marte em Gémeos, este último está mais feminino, porque em posição oriental. Mesmo sendo Marte, considerado muitas vezes o astro mais masculino.

Se estiver em signos de polaridade masculina (Fogo e Ar) mais força do masculino. Se em signos de polaridade feminina (Água e Terra) mais força do feminino.

Em termos dos planetas faz-me sentido que além de Vénus e Lua – os astros mais femininos – Júpiter acompanhe na tendência feminina (mas não tão forte quanto os outros) por ser também um planeta fértil, benéfico e “barrigudo”, isto é, podendo engravidar.

Nesse respeito, teríamos como Masculinos (por ordem de força) – Sol, Marte, Saturno (moderamente masculino) e Femininos – Lua, Vénus e Júpiter (moderamente feminino) e Mercúrio ambivalente ou misto, repetindo as características do astro com quem forma aspeto e dependendo da ocidentalidade/orientalidade.

Entre todos os critérios, aquele que no meu entender tem dado mais resultado na prática é, de facto, a orientalidade e ocidentalidade do astro.

Ou seja, se Vénus estiver oriental e num signo masculino sobre o Meio-do-Céu (e nenhum outro nas cúspides 5-11, pois têm prioridade) poderá resultar em filhos homens, por exemplo, embora com um temperamento simpático e/ou muito parecido com a mãe.

Contudo, se for Marte, ocidental e num signo masculino a tendência seria para filhas mulheres que fossem impulsivas, ativas e/ou muito parecidas com o pai.

No caso de haver mais que um planeta nestas condições, o diagnóstico pode ser misto.

Signos Férteis

A adicionar a esta interpretação, os antigos astrólogos consideravam haver signos muito férteis e pouco férteis ou mesmo estéreis.

Assim sendo, os signos mais férteis são os de Água (Caranguejo, Escorpião e Peixes) por na água proliferarem e multiplicarem-se mais facilmente os organismos. E também por serem os signos mais femininos e porque é nos órgãos femininos que se gera e desenvolve a vida.

Os menos férteis ou quase estéreis seriam Leão (por ser demasiado quente e autocentrado), Virgem (pela seletividade e celibato) e Gémeos (pela racionalidade e pouca paixão física).

Dos restantes, Touro, Balança, Sagitário seriam moderadamente férteis e os restantes relativamente neutros.

Exemplos:

Vejamos o caso de alguns famosos.

CASO 1 – PRÍNCIPES DE GALES

O príncipe Carlos tem o Sol exatamente sobre a Cúspide da Casa 5. Um astro masculino num signo feminino (ainda que Escorpião, seja regido por Marte) mas que não pode estar oriental nem ocidental. É também regente do ascendente sendo ele um homem – o que sugere filhos do mesmo sexo do próprio dono do mapa – isto é, masculinos.

O outro astro candidato seria Vénus em Balança oriental, portanto, um astro feminino mas em posição maioritariamente masculina. E, portanto, a tendência seria mais masculina que feminina, ou seja, rapazes com um feitio simpático ou mais parecidos com a mãe.

O mapa da princesa Diana também sugere mais masculinidade, na questão dos filhos.

Nenhum astro está nas cúspides 5-11. Apenas Vénus dentro da Casa 5, oriental e domiciliada, indicador de fertilidade, de “bons” filhos e/ou parecidos com a mãe, mas não necessariamente raparigas.

O regente de vida está muito masculinizado – é Júpiter em Aquário oriental.

Mas a Lua é quem faz aspeto mais exato ao Meio-do-Céu, os frutos da vida. A lua está em signo masculino (Aquário) e oriental.

CASO 2 – PRÍNCIPES DAS ASTÚRIAS

O caso dos Príncipes das Astúrias, Filipe e Letícia, é mais complexo porque não temos um rigor tão absoluto no mapa da Princesa. Tiveram duas meninas.

O príncipe Filipe tem apenas um astro perto das cúspides das Casas 5/ 11. É Mercúrio que está em Aquário e a 3 graus, que já é o limite de validade para esta interpretação.

Todavia, Mercúrio está ocidental e conjunto à Lua, conferindo-lhe características claramente femininas.

Vénus é regente de vida está oriental (masculina) e num signo feminino, dando testemunhos mistos.

Não há aspetos maiores e próximos ao MC pelo que poderíamos verificar aspetos ao Ascendente. Neste caso, é a Lua a formar quadratura. Está em signo masculino (Aquário) mas mais feminina porque ocidental e por ser um astro feminino.

Assim sendo, o diagnóstico neste caso não é muito óbvio mas apontando mais para indicadores femininos, devido à ocidentalidade dos astros determinantes.

O mapa da princesa Letízia é ainda mais complexo por não termos qualquer astro nas cúspide 5-11 nem em aspeto ao MC com uma orbe curta.

Assim sendo, o principal candidato é Júpiter em sextil ao Ascendente – mas ocidental e, portanto, feminino. Mesmo que o regente de vida esteja bastante masculino (Saturno em Gémeos oriental).

A importância deste planeta (Júpiter) é particularmente grande por ser o astro para onde a Lua se dirige por conjunção, indicando o fluir da vida, sendo também o dispositor da própria Lua.

MAPA A – 3 MENINAS

O caso A é de um cliente-homem com 3 filhas raparigas. Não tem nenhum planeta nas cúspides das Casas 5/11 mas tem a Lua em Escorpião no Meio-do-Céu, a menos de 2 graus.

É um astro muito feminino, num signo feminino e ainda em posição ocidental – feminina – por não ter completado os 180 graus até à Lua cheia. O outro candidato seria Mercúrio por fazer aspeto exato ao MC por oposição (mas como em aspeto muito exato com a Lua, e num signo feminino, adquiria as qualidades dela).

E, portanto, a tendência seria declaradamente feminina e fértil. Ou seja, diagnóstico de ter filhos e tendencialmente raparigas, com parecenças mistas entre mãe e pai, embora até mais com a mãe.

MAPA B – 3 RAPAZES

Vejamos o caso de um cliente-homem com 3 filhos rapazes. Pela posição de Júpiter e Lua perto dos ângulos em grande força – e Caranguejo – estes seriam argumentos para ter mais filhos do que o normal na sociedade.

Vénus, um astro fértil, num signo fértil e na Casa 5 aponta na mesma direção.

Porém, nenhum astro está nas cúspides das referidas casas, nem nenhum astro no Meio-do-Céu. Contudo, o astro que forma aspeto mais exato com o Meio-do-Céu é Júpiter, seguido do Sol em Sagitário.

Júpiter, pela lógica referida, é mais feminino que masculino, mas num signo feminino. Contudo, está muito oriental – o governante da locomotiva – e, por conseguinte, altamente masculinizado. O trígono do Sol ao Meio-do-Céu, estando num signo de Fogo e sendo masculino, acrescenta, também, masculinidade.

Neste caso, o diagnóstico seria de muita fertilidade (muitos filhos, caso quisesse tê-los) tendencialmente masculinos mas parecidos com a mãe ou com um feitio jupiteriano, isto é, divertido e viajante. A forte orientalidade da Lua e Júpiter, regentes do ascendente, também sugerem mais masculinidade.

O mapa das esposas destes dois clientes confirma este diagnóstico, no qual é a ocidentalidade/ orientalidade do planeta em aspeto mais exato o principal argumento determinante do sexo dos seus filhos.

MAPA C – 4 RAPAZES

Finalmente, e desta vez uma cliente senhora – com 4 filhos rapazes.

Vemos que na cúspide da Casa 5 está a Lua em Caranguejo – indicador de fertilidade e de poder ter muitos filhos e de estes serem mais parecidos com a mãe. Porém, a Lua está oriental, sugerindo masculinidade – rapazes.

O regente de vida – Júpiter – faz trígono ao Meio-do-Céu estando altamente masculinizado pelo signo (Carneiro) e pela orientalidade.

MAPA HORÁRIO – Menino ou Menina

Princípios semelhantes poderão ser usados em Astrologia Horária. Contudo, na prática, a abordagem Horária é bastante diferente da Natal.

Então se alguém já sabe que vai ter um filho (porque a própria ou a esposa está grávida) e faz a pergunta horária “É menino ou menina?” este poderá ser o protocolo, seguindo as seguintes prioridades:

1- Regente da Casa 5 (oriental ou ocidental, feminino ou masculino, em signo yang ou yin)?

2- Planetas na Casa 5 (oriental ou ocidental, feminino ou masculino, em signo yang ou yin)?

3- Lua (oriental ou ocidental, yang ou yin)

4- Planeta para onde a Lua se dirige por aspeto maior (mesmas questões)

5- Planeta para onde se dirige o regente de Ascendente (mesmas questões)

No seguinte exemplo, de pergunta horária sobre o sexo do bebé vemos mais indicadores masculinos que femininos:

– Sol na Casa 5 (embora em signo feminino, sugerindo rapaz parecido com a mãe ou com feitio de Vénus)

– Vénus regente da 5, em signo masculino (Carneiro) e posição masculina (oriental) reforçando os mesmos argumentos

A Lua está altamente feminina mas dirige-se para um trígono a Saturno, masculinizado pela orientalidade, pelo que estes argumentos se anulavam.

Como argumento auxiliar, temos Mercúrio muito perto da cúspide da 5, indicando um bebé com influências mistas mas mais masculino (oriental) que feminino.

E efetivamente confirmou-se o diagnóstico masculino.

Conclusão

Mais casos seriam necessários para se estabelecer uma validade universal. Contudo, em Astrologia Natal, esta técnica sugere-me que:

1 – a proximidade até 2 graus às cúspides das Casas 5, 11 e 10 são importantes;

2 – em alternativa e complemento, os aspetos exatos ao Meio-do-Céu

3 – tão ou mais determinante do que a natureza feminina ou masculina dos astros, ou dos signos onde estão, será a sua orientalidade ou ocidentalidade em relação ao Sol.

4 – em caso de não termos astros relevantes nestas condições, aspetos ao Ascendente e o seu regente são de considerar.

Pessoalmente, neste âmbito, faz-me sentido considerar a Lua como mais feminino dos astros e o Sol como mais masculino e não tanto o par Vénus-Marte.

Obviamente que, para aplicação desta técnica será essencial contar com horas de nascimento muito fiáveis e não arredondadas.

Lembramos também que esta informação está longe de ser fechada por muitos dos respetivos mapas – em particular, dos homens – ainda poderão ter mais filhos ao longo da vida.

Outras linhas de interpretação são possíveis, pelo se agradece que leitores que partilhem destas características (muitos filhos rapazes ou muitas filhas raparigas ou só de um sexo, e que tenham os seus próprios dados de nascimento muito exatos)  possam enviar para ceia.agenda@gmail.com , para serem incluídos em futuros estudos.

Outras questão não abordadas mas passíveis de investigação está associada à temática dos abortos e que poderá influenciar estas análises.

De todo o modo, que a vida floresça.

João Medeiros

Lisboa, 25 Julho 2019

Informações de Consultas: NATAL, HORÁRIA

Informações de Cursos: AQUI

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